Desde muito tempo o vinho é considerado um elemento básico na alimentação humana. O que escreveu Olivier de Serres (1600), em seu Théâtre de L’Agriculture resume uma opinião geral que o tempo se encarregou de confirmar: “Depois do pão, o vinho vem como o segundo elemento dado pelo Criador para a preservação da vida e o primeiro elemento celebrado pela sua excelência”.
Mas antes dele, a famosa frase do livro de Eclesiástico, prova que 1000 anos antes da nossa Era já se admitia que o vinho era um alimento de primeira necessidade, tão indispensável como o pão. ” Vá comer alegremente teu pão e beber com gosto teu vinho”.
Ao longo do tempo o homem tem procurado em sua alimentação algo mais que uma simples satisfação de uma necessidade física. Sempre procurou obter através dos alimentos não apenas o simples ato de alimentar-se, mas um conjunto de satisfação física e psíquica, uma maneira de combater a fadiga e preocupação ao mesmo tempo que uma benevolente excitação. 
Além de suas virtudes higiênicas e dietéticas, o vinho - laço de união entre a Terra e o Espírito, é o único alimento que tem respondido, sem dúvida, este desejo inerente à raça humana. Nenhum outro produto da terra toma o seu lugar de honra, nenhum produto fala mais diretamente aos nossos corações, nossos gostos, nossas memórias ou nossos sonhos. Nem o trigo, através do seu o mito de “pão nosso de cada dia” para milhões de homens, nem o arroz que garante a sobrevivência de todo um continente, nem o café e nem o chá.
Tudo isso continua fazendo do vinho, o alimento espiritual, cuja história é inseparável da do homem e da civilização, e, sem dúvida, manterá indudavelmente o seu lugar reservado em nossa alimentação.
Nos próximos tópicos seguiremos falando sobre o vinho.
“O conhecimento e a educação sensorial apurada podem obter do vinho prazeres infinitos”. Ernest Hemingway, “Death in the Afternoon”
O vinho possui o mágico poder de despertar desde um passageiro interesse até uma intensa paixão. Em cada taça, a cada momento, reserva surpresas, oferece uma extensa gama de sensações. É preciso conhecê-lo, então, para bem desfrutar de seus prazeres.
Parabéns pelo ótimo texto.
Augusto
É isso mesmo Augusto.
O Vinho é a única obra de arte que se pode beber.
Um abraço,
Cocar Café